Meu avô costumava dizer que solidão muda nossos princípios, e que através da História grandes homens foram exaltados pelo seu caráter, e que o caráter de um homem é definido pelos princípios em que acredita. Já ouviram o conto Peter Pan? Conta sobre um jovem que não pode envelhecer e desconhece a morte. Ao ouvir pela primeira vez, impressionei-me; mas, no final, nossa capacidade é apenas o efeito direto do que acreditamos. A mitologia rezava o medo como guia das atitudes do homem; hoje enfrentamos o efeito da falta.
Todos os dias ouvimos falar em dor, medo e miséria, vemos a chuva molhar outras pessoas, mas algumas vezes temos que experimentar do prato, para saber o quanto ele está estragado... Tolo Peter Pan, a morte é um desperdício... Nesta caixa sufocante, as formas não precisam de molde, os modelos não precisam de formação. Somos uma massa infeccionada, feita de uma substância dura e cruel, que não suporta mais o seu legado. Então não podemos saber para onde nossos caminhos nos encaminham, ou porque atendemos nossos princípios, sabemos apenas que atendê-los distrai nossa existência.
Objetivamos a vida em pequenas posturas, monstros das grandes atitudes. Parece correto. Viver parece correto... Mas meu prato ainda está quente, e os meus princípios estão apenas começando a conhecer minha solidão.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
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