Quando eu era mais jovem um médico me disse uma vez que a vida é um sintoma...
É difícil dizer quando ou como mudamos. Podemos usar um acontecimento ou o erro de alguém como desculpa para modificarmos o que por muito tempo queríamos que fosse diferente. As pessoas costumam mentir para si mesmas porque acreditam ser mais fácil que dizer a verdade para os outros.
O que nos torna fortes ou fracos na verdade não importa muito, talvez importe apenas o modo como lidamos com o inevitável; podemos alterar drasticamente o modo como nos repreendemos ou apenas sentar de roupão na varanda para o chá da tarde assistindo o armagedon.
Então é difícil dizer quando ou como mudamos. Em algum instante apenas deixamos de ser nós mesmos; permanecemos iguais, mas de um modo diferente, o que pode durar um segundo, ou para sempre. Alguns sabem o momento exato, outros jamais lembrarão. No fim, puxar ou empurrar não muda muito as coisas. O melhor que podemos fazer é manter esse sintoma, acompanhando os eventos que inevitavelmente nos levarão à doença que o causou.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
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