Quando eu era criança, costumava ouvir meu avô dizer que as pessoas são o que são. Nunca havia entendido a causa disso, até o dia em que descobri sua consequência. As pessoas fazem o que fazem, sempre baseadas em alguma razão, mesmo que eventualmente elas só queiram ser cruéis.
Em nossa maior parte do tempo, desperdiçamos o tempo agindo como idiotas, ou lendo um romance de outono. Lutamos, não pela vitória, mas para não ser derrotados, tentamos ser felizes, não pela felicidade, apenas para não deixarmos de tentar ser felizes. Evitamos desistir, porque no fundo sabemos que para desistir podemos encontrar infinitos motivos, mas no final apenas um significado: falhamos no que deveríamos ter feito.
A rodovia pode levar a muitos caminhos, mas quando se quer chegar ao topo da caixa (e todos querem), não existem escadas, não existem degraus, somente pessoas subindo em cima de pessoas; porque, no final, as pessoas são o que são: pessoas; elas não podem ser melhores do que isso.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
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