Quando crianças costumamos sonhar grandes sonhos, grandes estrelas, grandes recordações; alguns de nós envelhecemos sempre sonhando, os de sorte, eu acho. Mas quando se é velho o suficiente, sabe-se que grandes sonhos são grandemente inalcançáveis.
Temos medo de desistir, muito, tentamos evitar, até percebermos que nem sempre desistir remete à falha, pelo menos quando já sabemos que ninguém mais conta conosco, e que já não temos mais no que errar. As coisas acontecem de maneira simples. Com o tempo as pessoas somem, a cada noite de Natal alguns aparecem, poucos; depois, já não há mais ninguém. Desistir não parece algo tão cruel afinal, é apenas o último passo de um caminho cansativo, talvez o legítimo ato de bondade que podemos fazer por nós mesmos. Esforçar-se demais por um objetivo, só tende à uma consequência: cansaço.
Nestes dias de tempestades, não se pode esquivar das águas; a caixa é sempre menor do que a imaginamos. Olhando de cima, somos apenas pequenos pontos amontoados em outros pequenos pontos, sonhando na verdade em apenas não desistir, em alcançar uma estrela infinita que nunca virá.
domingo, 24 de fevereiro de 2008
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