Bom dia Recife! Não seria pleonasmo dizer que a mulher pertence tipicamente à classe feminina, porque se ela pertencesse a masculina, primeiramente, não seria tão complicada. Um escritor irlandês disse uma vez que a mulher não quer ser entendida, ela quer ser amada, eu até engoliria essa, não fosse ele gay. O que eu quero dizer é que se a mulher não fosse tão feminina, não passaríamos duas horas e meia numa loja de roupas, não seríamos repreendidos pela posição da tampa da privada, não conheceríamos a expressão "51 não autorizado" quando fóssemos pagar o motel, e principalmente seríamos muito mais resolvidos sexualmente, porque sim, somos muito mais objetivos e explícitos quanto ao que nos agrada na cama, diferente da classe feminina, que prefere ocultar seus desejos instintivos, com uma prerrogativa hipócrita de um falso moralismo cristão ortodoxo; ou apenas seja só medo de ser chamada de piranha, o que já nos deixa num nível favorecido, porque não temos dessas frescuras.
É necessário dizer que a mulher tem tentado elevar-se de acordo com a evolução da sociedade. Quantas não já criaram sua independência, trabalhando um período inteiro num emprego de merda, para poder pagar 40 reais num ingresso de um cantor de pagode, de cabelo oxigenado, viciado em maconha que canta "senta no meu colo, dessa vez eu te imploro"? Temos também as adolescentes que recorrem aos pais o mesmo valor, que por sua vez tem que fazer hora extra para pagar esse luxo, com a finalidade de não desapontar a filha e principalmente não desagradar a esposa, que por sua vez é totalmente a favor das micro-saias da filha, para não ficar sem aquele bom pedaço de carne de madrugada; quem conhece a história sabe que a menina vai fazer sexo com um cara mais fodido que a foda, pegar uma barriga e ser mãe solteira sustentada pelos pais. Seria justo, não fosse uma merda.
Meu terapeuta disse que tenho problemas de relação, que encaro meus problemas apenas ofendendo de modo explícito minha adversidade. Evidentemente eu mandei ele se foder, mas como ele ganha muito comigo, não houve constrangimento, da parte dele, claro. No final, nossa melhor amante é a mão, um pedaço nosso que sustenta nossas necessidades e nos ajuda a descobrir todos os mistérios e prazeres que ela mesma pode oferecer ao nosso corpo. Quando começamos a nos descobrir sexualmente é ela que nos ajuda (o que costuma durar anos, muitos para alguns), quando a mulher está menstruada é ela que nos auxilia, e mesmo quando estamos na maior merda, mendigo que seja, ela é a única puta que não nos abandona. Quer dizer, ela é uma vadia gratuita por tempo vitalício que a própria natureza se imcubiu de nos dar. Bendita seja a criação divina! Se a mão fosse uma prostituta, todo aleijado seria rico. Mas como ela é de graça, o alejado que se foda, sorte de quem tem a mão.
E o que tudo isso quer dizer? Eu não sei, achei apenas que deveria falar disso antes de me alcoolizar num bar de merda por aqui. O fato é que tudo me deprime, o mundo me deprime, o futebol me deprime, o pagode me deprime, a mulher me deprime, meu gato me deprime, a cor do meu sapato me deprime, o tamanho do meu pau me deprime, o canal pornô me deprime e todas as demais porcarias que me mantêm vivo.
Talvez eu discuta Sheaskpear na próxima, talvez não; talvez meu terapeuta esteja certo. Talvez essa porcaria de bloqueio não exista e eu não seja mesmo um escritor. Afinal sempre fui de momento, de experiência, sempre escrevi o que estava dentro de mim, nunca o que fora, quero dizer, me dê Camões e eu lhe darei Camões, dê-me Kafka para beber e eu mijarei Kafka, enfie machado de Assis no meu rabo e eu gozarei machado de Assis. Eu sou um bom copiador, moldando a criação de alguém, deturpando a imagem fodida de um fodido qualquer, mas seja lá o que for, eu sou um filho da puta muito bom no que faço.
Mas agora é hora da terapia, e o trânsito está uma merda por causa do show de pagode. Volto pra dentro de mim.
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
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