Bom dia Recife! Os mortais chamariam de porre homérico, mas eu prefiro dizer que estou voltando de minha 734° tentativa frustrada de me embreagar até perder a consciência. Posso dizer sem modéstia que já consumi mais álcool que um ônibus que faz a linha subúrbio/centro. Não que isso seja motivo de orgulho, pelo contrário; não conseguir destruir seu próprio organismo é uma indicação explícita de incompetência... Enfim!... Hoje em dia é moda ser universitário. Claro que houve um aumento da demanda, mas a coisa está ridícula, chegamos em um ponto onde ou sé é mauricinho ou não se é branco. Outro dia fui com um amigo ao seu primeiro dia de aula, evidentemente estamos falando de faculdade paga, qual não foi minha surpresa ser recebido com uma mini-orquestra, com sopro e tocando Aquarela?! Putz! Quer dizer, que merda era aquela? É esse tipo de coisa que fode com a cabeça de um sujeito como eu. O dicionário aureliano tem quase um milhão de palavras, mas é numa dessa que eu prefiro dizer 'sem comentários'.
Mas ser universitário hoje em dia é uma patente boa, principalmente para transar, porque quando a garota é também universitária fode porque é alguém igual, e quando não é, fode porque é alguém de nível. Mesmo porque foder nos dias de hoje, não é apenas uma expressão comum, mas também um ato comum, seja entre vizinhos ou parentes. Então meu jovem playboy, se você está prestes a entrar nesse mundo promissor chamado faculdade, lubrifique-se bem, porque vai entrar.
Nada é estudo. Tudo é uma indústria. Se não passar no período, papai paga cadeira, ou desembolsando um pouco mais, papai já paga o diploma. Nada como se drogar e fazer orgias enquanto seu futuro está sendo plenamente garantido. Preocupa-me é saber que um deles será meu hepatologista. As faculdades não transformam pessoas, apenas criam logomarcas.
Meu terapeuta disse que isso é cisma minha, uma forma de canalizar minha raiva criticando o alheio. Eu até concordaria com ele, não fosse um motivo banal: ele fez faculdade. Talvez toda essa merda seja inveja, talvez eu queira ter uma gata de jeans arrojado e cabelo liso, pra sair com ela prum motel, com dinheiro de papai, na moto que mamãe me deu, logo depois da aula da facul que vovó paga todo mês. Talvez eu não queira ser um escritor fodido, auto-piedoso, babaca, que só sabe ficar com a cara no próprio rabo. Talvez eu queira mais, ser um desses meninos de luz, que enchem a casa de alegria. Mas enquanto essa merda não acontece, vou fodendo o que puder se mexer... Ooops!... Hora da terapia. Volto pra dentro de mim.
domingo, 28 de outubro de 2007
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